| LIVROS
__Conheça as obras de Menalton
Braff: |
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ANTES DA MEIA-NOITE
- Editora Ática
__ "Aline é uma adolescente que pode morar no apartamento ao lado, pode ser encontrada na rua ou na saída da escola. Vive o drama de muitos jovens de sua idade, que é o vício das salas de bate-papo do computador. Perder um ano letivo por causa das madrugadas de encontros virtuais é um de seus remorsos.
__ O conflito entre Aline e sua mãe atinge sua culminância exatamente em que ocorre um assalto à agência bancária em que Ivone, a gerente, sofre o constrangimento de um revólver apontado para sua nuca. Tudo isso a menina acompanha desesperada pela televisão. Então faz um juramento. E sua vida, a partir daí, começa a mudar".
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A MURALHA DE ADRIANO - Editora
Bertrand Brasil
__ A muralha de Adriano é um romance que, num certo sentido, pode ser tomado como uma alegoria da queda de um império. A rede de supermercados pode ser entendida como tal. Mas o romance não tem só um sentido. A Muralha simboliza nossas barreiras. Em um mundo que se quer globalizado, nunca foram tantas as barreiras. As nossas, individuais, como o preconceito, nossos medos, nossos impedimentos morais, sobretudo da falsa moralidade. Mas as barreiras também são sociais, dividindo os seres humanos em grupos de pouca ou nenhuma comunicação. __ E hoje, principalmente, são as barreiras nacionais. Na Europa, os imigrantes são evitados, escorraçados, discriminados de todas as maneiras, econômica e socialmente. Mundo ocidental x mundo oriental, mas também Norte x Sul, nações ricas x nações pobres, tecnologicamente avançadas x tecnologicamente atrasadas. Enfim, uma história em que as personagens envolvem-se em conflitos quase sempre originados por algum tipo de muralha.
__ O foco narrativo está entregue a três das personagens, Verônica, Anselmo e Mateus até o momento em que suas histórias se cruzam, quando um narrador onisciente, em terceira pessoa, assume o relato das ações e as conduz até seu final.
__ Um romance diferente de Que enchente me carrega? e de Na teia do sol, romances em que a solidão das personagens quase-únicas pedia, como técnica narrativa, o stream of consciousness, do início ao fim. Como em Castelos de papel, romance em que também muitas personagens interagem, o Muralha explora mais aspectos de linguagem que se aproximam do impressionismo, como o resgate do tempo, o efeito borrão, as meras sugestões, portanto elipses, espaços vazios, esboços. |
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A COLEIRA NO PESCOÇO - Editora
Bertrand Brasil
__Os 23
contos de “A coleira no pescoço”,
de Menalton Braff, breves e fortes, tratam da distância
desumana que costuma separar — e mesmo definir
— os seres humanos. Intervalo preenchido, quase
sempre, pelo desprezo, pela repugnância, pelo
tédio.
Braff se mostra, antes de tudo, um estupendo retratista.
São relatos velozes, brevíssimos, feitos
de delicadas pinceladas que, sem perder tempo com a
retórica, ou o estilo, fisgam situações
limites, nas quais a imobilidade é o pior castigo.
Histórias que desvendam abismos sob desertos
onde, na aparência, se desenrola só um
cotidiano modorrento. (José Castelo, Prosa &
Verso, O Globo)
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GAMBITO - Edições SM+
__ Gambito é o primeiro livro infantil
do autor e está sendo lançado na XII Bienal
Internacional do Livro do Rio pela Edições
SM.Um filhote de saracura, capturado em um riacho, torna-se
propriedade do narrador, um menino de uns seis anos de
idade. Ele pretende proporcionar à avezinha uma
vida mais confortável, à despeito das advertências
do irmão mais velho. Por fim, depois de uma experiência
frustrante, consegue entender o outro, aquele que prefere
o banhado à flanela. |
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NA TEIA DO SOL - Editora Planeta
__"Menalton
Braff não é um escritor “da moda”.
Seus livros recusam os problemas mais óbvios
do nosso tempo, as explicações fáceis,
as formas que seus contemporâneos desgastam com
a facilidade de quem troca, todo ano, de computador.
De recusa em recusa, Braff segue um caminho próprio
e criativo. O protagonista deste livro, Na Teia do Sol,
é um militante político, aparentemente
forçado a se esconder, disfarçado de horticultor,
esperando que a repressão se enfraqueça
para que possa retomar as rédeas de sua existência.
__Está alienado
de sua vida e não consegue mesmo vislumbrar muito
bem os motivos que o levaram a esta situação.
Cada carro que se aproxima, cada avião que cruza
o céu, cada latido do cão que não
fala a sua língua é uma ameaça
a sua precária e, mais que isso, falsa liberdade.
Não é só o real aparente que persegue
o narrador, de codinome Tito, mas também a enchente
de suas memórias – da própria estadia
no sítio, da prisão, dos pais, da namorada
que deixou para trás, dos companheiros que podem
tê-lo traído, do terror de imaginar cenas
pelas quais não se sabe se passou ou se passará.
É o medo que move e, principalmente, paralisa
Tito, assim com a forma que Braff deu ao romance move,
paralisa e angustia o leitor, que está diante
de um livro que ousa e consegue transformar em literatura
viva matéria que parece não estar disponível
aos criadores da estação." Haroldo
Ceravolo Sereza (Orelha).
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COMO PEIXE NO AQUÁRIO - Editora SM
__"É
uma novela juvenil em que o adolescente dos dias atuais
se encontra com facilidade. O dilema vivido por Rita,
a protagonista da história, é um dilema
bastante comum entre os jovens de hoje: parecer-se a qualquer
preço aos de sua tribo, mesmo com o rompimento
de certos padrões de comportamento ético,
ou manter-se alheado, sem participar do grupo.
__Rita comete uma falta grave
para conseguir igualar-se às amigas e sente-se
então como peixe no aquário, prisioneira
das conseqüências de seu ato. Medo, remorso,
angústia, fidelidade a padrões morais e
a pessoas, eis os sentimentos predominantes nesta novela
juvenil." |
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A ESPERANÇA POR UM FIO - Editora Ática
__“Vendo
tudo passar pela janela, sacolejando com o caminhão,
olho na estrada, Artur ia pensando em como ficaria sua
vida dali para a frente. Largara tudo, casa, amigos,
amor, futebol, para ir viver numa cidade pequena, cheia
de gente desconhecida. Pior: afundado em culpa, abandonara
o pai sozinho, inconsciente, numa cama de hospital.”(...)
__“De onde tirar
força ele não sabe, mas tira. Entre desejos,
frustrações e descobertas, conquista o
direito à esperança. Por um fio, mas esperança.
E é com esse fio que Artur começa, valentemente,
a tecer a vida.”
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CASTELOS DE PAPEL - Editora Nova
Fronteira
__"Pois
este Castelos de papel alcançou sobrepujar os dois
anteriores. Temos um autor ainda mais contundente, mais
conciso, disposto a narrar o essencial à estrutura
das tramas, todas bem urdidas. Imiscuindo-se na memória
do personagem, ele a faz brotar e tira dali as poções
de sua história. Um feiticeiro, o Menalton Braff!
Castelos de papel, assim vigoroso e demolidor, tem o encantamento
próprio das boas narrativas.
__É romance que nos
entretém, faz pensar e cultiva nossa vida interior.
Apresenta criaturas insólitas, que nos desconcertam,
desarrumam nossas concepções e, principalmente,
nos trazem as delícias de um texto bem escrito." |
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QUE ENCHENTE ME CARREGA? - Editora
Palavra Mágica
__"Menalton
Braff é uma bênção. Admiro
este homem raro porque ele é uma estrela maior
da literatura. Um escritor que escreve bem. Um homem
que mudou o eixo de sua vida, se internou no interior
e ali produz sua obra. Devo dizer, cria. Existir um
escritor cuja preocupação é o texto,
são as histórias, os personagens, o estilo,
redime o conceito de literatura. Conquistar a crítica
como Menalton conquistou. Ser falado e comentado.
__Ganhar logo um prêmio
como o Jabuti, quando tem gente que escreve a vida inteira
e nunca recebe; outros levam décadas para ganhar.
Continuar imune às tentações, enfiado
em sua casca, não contaminado pelas vaidades
mundanas. Gente, se eu não tivesse lido primeiro
À sombra do cipreste, e agora Que enchente me
carrega? duvidaria que Menalton existisse. Existe. E
como escreve!"Ignácio de Loyola Brandão
– Orelha.
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À SOMBRA DO CIPRESTE (contos)
- Editora Palavra Mágica
(Prêmio Jabuti 2000 - Livro
do Ano Ficção)
__"Não
tenham dúvidas os leitores: estamos diante de um
notável contista. Provam-no as histórias
deste À sombra do cipreste. O que temos aqui é
o conto em sua melhor expressão. São textos
muito curtos, mas carregados de intensidade dramática:
aquelas situações-limite em que o ser humano
se vê cotejado com sua realidade externa e interna
(...) Menalton Braff não tem respostas prontas;
este não é um livro digestivo, fácil.
__Mas o que ele nos oferece
é muito melhor: é a inquietação
suscitada por suas belas histórias, que nos levam
a procurar caminhas ali onde os verdadeiros caminhos sempre
estiveram: dentro de nós mesmos. Não é
outra a função da grande literatura: através
da beleza dos textos, revela-nos a verdade que está
oculta em cada pessoa, em todas as pessoas." |
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Na Força de Mulher (contos)
- Editora Seiva
__ "...Na
força de mulher, neste excelente livro, temos
um punhado de pequenas-grandes estórias curtas.
A começar pelo trabalho Esperando anoitecer que
abre o volume, doído e palpitante instante de
humanidade, a terminar pelo Vendo mato a vida inteira,
outro achado de igual grandeza. Salvador dos Passos,
se já formara seu passado de excelente escritor,
comprova e amplia, com esta obra, suas reais e originalíssimas
qualidades de criador maior do difícil gênero
literário que se chama conto. É lê-lo."
__ Caio
Porfírio Carneiro - Prefácio.
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JANELA ABERTA (romance) - Editora
Seiva
__
"Digno de nota,
também, pela extraordinária vocação
narrativa, é o romance de Salvador dos Passos,
Janela aberta (S. Paulo, Seiva, 1984), que se ocupa de
um velho trabalhador desempregado, às voltas com
a rebeldia da filha, insubmissa ao seu mandonismo e aos
preconceitos da moral pequeno-burguesa que o atormentam.
O ambiente é o de uma vila operária na periferia
da cidade de S. Paulo."
__Fábio Lucas, Leia
Livros nº 79 - maio/85. |
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